O prefeito afastado de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), passou a ser alvo de uma investigação instaurada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), que apura um possível uso da estrutura da Câmara Municipal para influenciar o julgamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral que resultou na cassação do ex-prefeito André Coutinho.
A apuração também envolve Fernando Sobrinho, ex-secretário municipal de Indústria e Comércio, e Diego Carvalho. O procedimento foi assinado pelo promotor Ronaldo Guerra, da 4ª Promotoria de Justiça de Cabedelo.De acordo com o Ministério Público, uma denúncia relata que, após uma viagem realizada a Brasília, vieram a público vídeos com supostas tratativas relacionadas ao julgamento do processo eleitoral. Segundo o órgão, a viagem teria como objetivo a contratação de um escritório de advocacia.
O MPPB também investiga o uso de recursos públicos para custear a viagem. Conforme o procedimento, Edvaldo Neto teria utilizado mais de R$ 7 mil em passagens aéreas e diárias, o que, na avaliação do Ministério Público, pode configurar desvio de finalidade no uso do dinheiro público.
A viagem ocorreu em 9 de outubro de 2025 e teve como justificativa oficial uma “agenda institucional”.

