Foi só pintura, vereador? Declaração de Erivan ignora reforma estrutural e desrespeita trabalhadores da obra da Prefeitura de Mari e causa revolta entre os colaboradores

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A declaração do vereador Erivan, feita nesta quarta-feira (11 de março), ao afirmar que a gestão municipal estaria inaugurando “apenas a pintura da Prefeitura”, gerou reação entre pessoas que acompanharam e trabalharam diretamente na reforma do prédio público.

A fala, na tentativa de direcionar críticas à gestão da prefeita Lucinha da Saúde, acabou atingindo diretamente os trabalhadores da construção civil, técnicos, servidores que acompanharam a obra, que participaram do processo de recuperação do prédio da Prefeitura Municipal de Mari.

Diferente do que foi afirmado pelo parlamentar, a intervenção realizada no prédio não se limitou a pintura ou estética. A reforma incluiu intervenções estruturais profundas, necessárias para garantir a segurança e a estabilidade da edificação.

Entre os serviços executados, está a reestruturação completa de dois pilares do prédio, desde a base da fundação até a parte superior da estrutura. Esse tipo de intervenção exige abertura de paredes, escavação na base, recomposição de ferragens e reconstrução do concreto estrutural.

Além disso, também foram realizados serviços de recuperação de vigas, reforçando partes comprometidas da estrutura. Esse tipo de obra, embora muitas vezes não seja visível após a conclusão, é considerado um dos trabalhos mais importantes dentro de qualquer processo de reforma predial.

Fotos do andamento da obra mostram paredes abertas, ferragens expostas e equipes trabalhando diretamente na recomposição dos pilares, o que evidencia que a intervenção foi muito além de uma simples pintura.

Por isso, ao resumir a obra a um serviço superficial, a declaração do vereador Ivan acabou sendo vista por trabalhadores da obra como uma desvalorização do esforço de quem atuou no local durante meses, entre pedreiros, serventes, mestres de obra e técnicos da construção civil.

Alguns vereadores que acompanharam o processo também destacam que a reforma teve etapas estruturais importantes, necessárias justamente porque o prédio apresentava sinais de desgaste acumulado ao longo dos anos e abonando pelo ex prefeito Antônio Gomes. 

Nesse contexto, a crítica política acaba levantando uma discussão maior: quando uma obra pública é reduzida a uma narrativa simplificada, o debate deixa de ser apenas político e passa a atingir diretamente quem executou o trabalho técnico e pesado no canteiro de obras

.A reforma do prédio da Prefeitura, portanto, não representa apenas uma mudança visual. Ela envolve recuperação estrutural, reforço de pilares, restauração de vigas e revitalização do espaço público, garantindo melhores condições de funcionamento para o prédio administrativo do município.

No cenário político, críticas fazem parte do debate democrático. Porém, quando se afirma que uma obra dessa natureza se resume a “pintura”, a declaração acaba ignorando o trabalho real de trabalhadores da construção civil, técnicos e servidores que participaram da reforma.


No fim das contas, a discussão que fica para a população de Mari é clara:
foi apenas pintura ou uma reforma estrutural que muitos preferem ignorar no discurso político?

Redação do Blog Jornal Mariense Sim Senhor

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