Pressionado pelo agravamento da crise no Hospital Regional Dr. Sá Andrade, o prefeito de Sapé, Major Sidnei, buscou o vice-governador da Paraíba, Lucas Ribeiro, para discutir o futuro da principal unidade de saúde do município. A articulação, revelada pelo jornalista Gutenberg Cardoso, do portal Polêmica Paraíba, ocorre em meio a críticas recorrentes à administração do hospital e expõe os limites da gestão municipal da saúde.Atualmente sob responsabilidade direta da Prefeitura de Sapé, o hospital enfrenta um cenário de desgaste acumulado. Reclamações de usuários, dificuldades estruturais e entraves operacionais tornaram-se frequentes, sem que a administração municipal tenha apresentado soluções estruturantes capazes de reverter o quadro. O debate sobre retirar o hospital da alçada da prefeitura ganhou força justamente diante desse esgotamento.
A possibilidade de estadualização da unidade já foi formalmente defendida no Legislativo municipal. A Câmara de Sapé aprovou requerimento solicitando ao Governo do Estado que assuma a gestão do hospital, reconhecendo, na prática, a incapacidade do município de sustentar sozinho o funcionamento pleno da unidade regional.
Nesse contexto, surge a PB Saúde, fundação criada pelo Governo da Paraíba para administrar hospitais estaduais e grandes unidades de saúde. Caso o Hospital Dr. Sá Andrade venha a ser incorporado à rede estadual, a fundação desponta como modelo administrativo provável, seguindo o padrão adotado em outras regiões do estado. Até o momento, porém, não há decreto, convênio ou ato oficial que confirme a mudança.A movimentação política liderada por Major Sidnei sinaliza um reconhecimento tácito do fracasso da atual gestão municipal na condução do hospital. Ao recorrer ao Governo do Estado para discutir uma saída, o prefeito admite os limites administrativos de sua gestão e transfere para outra esfera de poder a responsabilidade por um serviço essencial à população.
Nem a Prefeitura de Sapé nem o Governo do Estado confirmaram oficialmente os termos do encontro ou a existência de decisão formal sobre a estadualização.
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