O prefeito de Sapé, Sidnei Paiva de Freitas (Republicanos), o Major Sidnei, iniciou 2026 convocando uma reunião estratégica com todo o secretariado para apresentar resultados do ano anterior e alinhar metas da gestão para o novo exercício. A iniciativa, divulgada nas redes sociais oficiais, busca reforçar a imagem de planejamento e coesão administrativa.O início do ano, no entanto, contrasta com o silêncio do chefe do Executivo diante de decisões relevantes tomadas ainda em 2025 e que seguem sem esclarecimentos públicos.
Entre elas está o remanejamento de R$ 500 mil do orçamento da Secretaria de Meio Ambiente e Infraestrutura (SEMAIE), aprovado em 11 de dezembro de 2025, poucos dias antes da inauguração do novo prédio da pasta. Os recursos, originalmente destinados à aquisição de veículos e máquinas pesadas, foram integralmente anulados para reforçar despesas de pessoal da Câmara Municipal.
Embora a Prefeitura tenha afirmado que a entrega do prédio não dependia da dotação cancelada, a medida chamou atenção pelo timing e pela ausência de explicações detalhadas sobre o impacto prático do corte na capacidade operacional da secretaria.
Outro ponto sensível envolve a chamada nova taxa de iluminação pública, oficialmente instituída em janeiro de 2026. Antes mesmo de a Câmara Municipal aprovar a Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública (CIP), a Prefeitura já havia contratado, em outubro de 2025, uma empresa privada para auditar e gerir a futura cobrança do tributo, em um contrato de R$ 1,01 milhão com vigência de quatro anos.
O contrato antecede a votação no Legislativo, a sanção do prefeito e a publicação da lei, o que levanta questionamentos sobre o princípio da legalidade e o papel do debate legislativo na formulação da política tributária municipal.
A Prefeitura de Sapé ainda não se manifestou sobre o contrato da CIP nem sobre os critérios do remanejamento orçamentário. Assim, enquanto o discurso oficial fala em alinhamento, planejamento e metas para 2026, parte das decisões que moldam o início do ano permanece sem explicação pública.
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