Mundo – SSCOM https://sscom1.com.br JORNALISMO COM ÉTICA Mon, 20 Apr 2026 23:32:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://sscom1.com.br/wp-content/uploads/2025/10/cropped-Copia-de-SSCOM-32x32.png Mundo – SSCOM https://sscom1.com.br 32 32 Brasil e Alemanha firmam acordo sobre minerais críticos e terras raras https://sscom1.com.br/2026/04/20/brasil-e-alemanha-firmam-acordo-sobre-minerais-criticos-e-terras-raras/ https://sscom1.com.br/2026/04/20/brasil-e-alemanha-firmam-acordo-sobre-minerais-criticos-e-terras-raras/#respond Mon, 20 Apr 2026 23:32:44 +0000 https://sscom1.com.br/?p=6791 O ato foi firmado durante visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se reuniu com o chanceler federal do país europeu, Friedrich Merz.

O acordo, firmado entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) do Brasil e o Ministério Federal da Pesquisa, Tecnologia e Espaço da Alemanha, estabelece as bases para intensificar ações conjuntas em pesquisa, desenvolvimento e inovação ao longo de toda a cadeia produtiva desses insumos.

Os minerais críticos são elementos essenciais para tecnologias modernas, defesa e transição energética, como fabricação de baterias, painéis solares e turbinas, cuja oferta enfrenta riscos de escassez ou dependência de poucos fornecedores.

O Brasil está entre as maiores reservas dessas matérias-primas no planeta. O assunto foi mencionado por Lula em declaração a jornalistas após o encontro bilateral com Merz. O presidente brasileiro enfatizou a necessidade de que a exploração dos minerais não seja apenas a venda da matéria-prima.

“Nossas reservas também nos tornam atores incontornáveis no debate sobre minerais críticos. Queremos atrair cadeias de processamento para o território brasileiro, sem fazer exportações excludentes. A colaboração em setores intensivos em tecnologia é uma prioridade para um país que não quer se limitar a ser um mero exportador de commodities“, afirmou.

Pelo acordo de cooperação, também citado por Merz na declaração à imprensa, Brasil e Alemanha prometem expandir ainda mais a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação nas áreas de exploração, extração e processamento de minerais críticos, como terras raras e outros metais e minerais.

Ambos os países reconhecem a importância estratégica das atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação para aumentar o valor agregado ao longo das cadeias de valor dos minerais críticos e estratégicos, contribuindo para o desenvolvimento industrial sustentável, a soberania tecnológica e o fortalecimento das capacidades industriais internas.

Entre os compromissos firmados, está o apoio à inovação, em particular por pequenas e médias empresas em ambos os países, início de projetos conjuntos de pesquisa, desenvolvimento e inovação para a gestão responsável de minerais críticos, intercâmbio de cientistas, pessoal técnico de pós-graduação. Um novo programa bilateral de financiamento direto às instituições e empresas nacionais dos dois países deverá ser elaborado ainda em 2026, prevê o acordo.

Outros acordos

Além do acordo de cooperação sobre minerais críticos, Brasil e Alemanha adotaram outros 14 atos conjuntos durante a viagem oficial de Lula ao país europeu.

Entre eles, está um acordo de cooperação para fortalecer o combate a crimes ambientais, como desmatamento, tráfico de fauna e flora, pesca e mineração ilegais. Outro acordo trata sobre cooperação na área de inteligência artificial, com foco em governo digital e aplicações industriais.

Também foi firmada uma carta de intenções em que o governo alemão propõe ampliar o aporte de recursos ao Fundo de Combate às Mudanças Climáticas, coordenado pelo governo brasileiro e operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. O objetivo será financiar projetos, estudos e iniciativas voltados à redução das emissões de gases de efeito estufa e à adaptação aos efeitos das mudanças climáticas no Brasil. Do lado alemão, o banco de desenvolvimento do país, o KfW, deverá aportar cerca de 500 milhões de euros no fundo.

Os dois governos também assinaram documentos de cooperação nas áreas de defesa, pesquisa oceânica, apoio a micro e pequenas empresas, pesquisa aeroespacial, tecnologias quânticas, economia circular, entre outros.

Em sua segunda viagem oficial à Alemanha no atual mandato, Lula foi recebido com honras militares em Hannover, para se reunir com Merz. O Brasil é um dos poucos países com quem a Alemanha tem um acordo de parceria estratégica, considerado o mais alto grau de relação diplomática entre países.

“Essa proximidade é mais importante do que nunca nesses tempos de tantas mudanças na ordem mundial. Queremos fortalecer o benefício comum e expandir nossa rede. Queremos ser parceiros fortes e com ideias afins”, disse o chanceler alemão na declaração à imprensa.

Além do encontro bilateral, Lula discursou na abertura da maior feira industrial do mundo, a Hannover Messe, que este ano destaca o Brasil. Ele também participou de um encontro com empresários brasileiros e alemães, em que enfatizou as oportunidades no setor de biocombustíveis.

Brasil e Alemanha assinaram nesta segunda-feira (20), em Hannover, uma declaração conjunta de intenções para ampliar a cooperação científica e tecnológica na área de minerais críticos e estratégicos, considerados essenciais para a transição energética e o desenvolvimento de tecnologias emergentes.

O ato foi firmado durante visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se reuniu com o chanceler federal do país europeu, Friedrich Merz.

O acordo, firmado entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) do Brasil e o Ministério Federal da Pesquisa, Tecnologia e Espaço da Alemanha, estabelece as bases para intensificar ações conjuntas em pesquisa, desenvolvimento e inovação ao longo de toda a cadeia produtiva desses insumos.

Os minerais críticos são elementos essenciais para tecnologias modernas, defesa e transição energética, como fabricação de baterias, painéis solares e turbinas, cuja oferta enfrenta riscos de escassez ou dependência de poucos fornecedores.

O Brasil está entre as maiores reservas dessas matérias-primas no planeta. O assunto foi mencionado por Lula em declaração a jornalistas após o encontro bilateral com Merz. O presidente brasileiro enfatizou a necessidade de que a exploração dos minerais não seja apenas a venda da matéria-prima.

“Nossas reservas também nos tornam atores incontornáveis no debate sobre minerais críticos. Queremos atrair cadeias de processamento para o território brasileiro, sem fazer exportações excludentes. A colaboração em setores intensivos em tecnologia é uma prioridade para um país que não quer se limitar a ser um mero exportador de commodities“, afirmou.

Pelo acordo de cooperação, também citado por Merz na declaração à imprensa, Brasil e Alemanha prometem expandir ainda mais a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação nas áreas de exploração, extração e processamento de minerais críticos, como terras raras e outros metais e minerais.

Ambos os países reconhecem a importância estratégica das atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação para aumentar o valor agregado ao longo das cadeias de valor dos minerais críticos e estratégicos, contribuindo para o desenvolvimento industrial sustentável, a soberania tecnológica e o fortalecimento das capacidades industriais internas.

Entre os compromissos firmados, está o apoio à inovação, em particular por pequenas e médias empresas em ambos os países, início de projetos conjuntos de pesquisa, desenvolvimento e inovação para a gestão responsável de minerais críticos, intercâmbio de cientistas, pessoal técnico de pós-graduação. Um novo programa bilateral de financiamento direto às instituições e empresas nacionais dos dois países deverá ser elaborado ainda em 2026, prevê o acordo.

Outros acordos

Além do acordo de cooperação sobre minerais críticos, Brasil e Alemanha adotaram outros 14 atos conjuntos durante a viagem oficial de Lula ao país europeu.

Entre eles, está um acordo de cooperação para fortalecer o combate a crimes ambientais, como desmatamento, tráfico de fauna e flora, pesca e mineração ilegais. Outro acordo trata sobre cooperação na área de inteligência artificial, com foco em governo digital e aplicações industriais.

Também foi firmada uma carta de intenções em que o governo alemão propõe ampliar o aporte de recursos ao Fundo de Combate às Mudanças Climáticas, coordenado pelo governo brasileiro e operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. O objetivo será financiar projetos, estudos e iniciativas voltados à redução das emissões de gases de efeito estufa e à adaptação aos efeitos das mudanças climáticas no Brasil. Do lado alemão, o banco de desenvolvimento do país, o KfW, deverá aportar cerca de 500 milhões de euros no fundo.

Os dois governos também assinaram documentos de cooperação nas áreas de defesa, pesquisa oceânica, apoio a micro e pequenas empresas, pesquisa aeroespacial, tecnologias quânticas, economia circular, entre outros.

Em sua segunda viagem oficial à Alemanha no atual mandato, Lula foi recebido com honras militares em Hannover, para se reunir com Merz. O Brasil é um dos poucos países com quem a Alemanha tem um acordo de parceria estratégica, considerado o mais alto grau de relação diplomática entre países.

“Essa proximidade é mais importante do que nunca nesses tempos de tantas mudanças na ordem mundial. Queremos fortalecer o benefício comum e expandir nossa rede. Queremos ser parceiros fortes e com ideias afins”, disse o chanceler alemão na declaração à imprensa.

Além do encontro bilateral, Lula discursou na abertura da maior feira industrial do mundo, a Hannover Messe, que este ano destaca o Brasil. Ele também participou de um encontro com empresários brasileiros e alemães, em que enfatizou as oportunidades no setor de biocombustíveis.

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Após chamar o papa de “fraco”, Trump posta imagem como Jesus https://sscom1.com.br/2026/04/14/apos-chamar-o-papa-de-fraco-trump-posta-imagem-como-jesus/ https://sscom1.com.br/2026/04/14/apos-chamar-o-papa-de-fraco-trump-posta-imagem-como-jesus/#respond Tue, 14 Apr 2026 14:47:25 +0000 https://sscom1.com.br/?p=6688 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na noite deste domingo (12) uma imagem produzida por inteligência artificial, na qual é retratado encarnando a figura de Jesus Cristo e, aparentemente, curando um enfermo deitado em uma cama.

O presidente norte-americano postou a imagem em sua rede social própria, a Truth Social, na qual também aparece cercado por militares, profissionais de saúde e uma mulher civil rezando.

Ao fundo da imagem, surgem a bandeira americana, duas águias voando e soldados como se fossem anjos no céu, além da Estátua da Liberdade e de vários edifícios e monumentos icônicos dos Estados Unidos.

A publicação foi postada depois de Trump ter criticado o papa Leão XIV, afirmando que ele é “terrível em política externa”, em alusão às suas críticas sobre o Irã e a Venezuela, e instando-o a “parar de agradar a esquerda radical”.

– O papa Leão é FRACO com o crime e terrível em política externa – escreveu na Truth Social, em uma longa mensagem na qual sugere ao pontífice “concentrar-se em ser um grande papa, não um político”, porque “está prejudicando a Igreja Católica”.

Da redação/ Com Portal 25 Horas

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Sem acordo de paz entre EUA e Irã, Trump promete fechar Ormuz https://sscom1.com.br/2026/04/12/sem-acordo-de-paz-entre-eua-e-ira-trump-promete-fechar-ormuz/ https://sscom1.com.br/2026/04/12/sem-acordo-de-paz-entre-eua-e-ira-trump-promete-fechar-ormuz/#respond Sun, 12 Apr 2026 20:37:56 +0000 https://sscom1.com.br/?p=6666 As delegações do Irã e dos Estados Unidos (EUA), reunidas em Islamabad, capital do Paquistão, não chegaram a um acordo de paz após 21 horas de negociações. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, deixou o local informando que os iranianos optaram “por não aceitar nossos termos”.

“Precisamos ver um compromisso afirmativo de que eles não vão criar uma arma nuclear e que não vão em busca de ferramentas que possibilitem o desenvolvimento rápido desta arma nuclear. Este é o objetivo central do presidente dos EUA e é isso o que tentamos conseguir nessas negociações”, disse Vance à imprensa antes de voltar à Washington.

O Irã tem defendido o direito de manter seu programa nuclear para fins pacíficos, acusando os EUA de usarem isso de “pretexto” para impor uma “mudança de regime” no país persa.  Teerã sempre negou a intenção de desenvolver uma bomba atômica. 

O líder da delegação do Irã, o chefe do Parlamento Mohammad-Bagher Ghalibaf, enfatizou que tinham boa vontade para negociar, mas que, devido às experiências das duas agressões anteriores dos EUA e de Israel contra o país persa, “não confiávamos no lado oposto”.

“[Apresentamos] iniciativas promissoras, mas, no fim, o lado oposto não conseguiu conquistar a confiança da delegação iraniana nesta rodada de negociações”, comentou a liderança iraniana em uma rede social.

“Não vamos cessar nossos esforços por nenhum momento para consolidar nossas conquistas nesses 40 dias de defesa nacional”, acrescentou Ghalibaf.

Estreito de Ormuz

Navio-tanque no Estreito de Ormuz
21/12/2018
REUTERS/Hamad I Mohammed
Navio-tanque no Estreito de Ormuz – Arquivo/Reuters/Hamad I Mohammed/proibida reprodução

Após o fracasso das negociações iniciais, o presidente dos EUA Donald Trump afirmou que, como o Irã não estaria disposto a abrir mão de “suas ambições nucleares”, a Marinha estadunidense vai impedir a passagem pelo Estreito de Ormuz.

“Também instruí nossa Marinha a buscar e interceptar todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago pedágio ao Irã. Ninguém que pagar um pedágio ilegal terá passagem segura em alto-mar. Também começaremos a destruir as minas que os iranianos colocaram no Estreito”, afirmou o chefe da Casa Branca.

A principal via marítima do comércio de petróleo do planeta, por onde transitam cerca de 20% das cargas de óleo globais, foi fechada pelo Irã em resposta a agressão sofrida pelos EUA e por Israel no dia 28 de fevereiro.

Trump vinha ameaçando um genocídio contra o Irã caso eles não permitissem a passagem livre pelo Estreito de Ormuz até que foi anunciada a trégua de duas semanas de um frágil cessar-fogo.

O novo líder Supremo do Irã, o aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, vem afirmando que a gestão do Estreito de Ormuz terá novas regras para passagem daqui para frente, não devendo o Estreito voltar ao status que tinha antes da guerra. 

No encontro, foram discutidos pontos como o Estreito de Ormuz, o assunto nuclear, indenizações de guerra, levantamento de sanções e o fim completo da guerra contra o Irã e na região, informou o porta-voz do Ministério das Relações exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei. 

“Era natural que tais questões não pudessem ser resolvidas em quase 24 horas de negociações”, acrescentou Baqaei à agência iraniana Irna. Segundo o porta-voz, persistiram divergências relacionadas ao Estreito de Ormuz e a questões regionais.

Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

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Líderes do Irã e EUA se reúnem no Paquistão em busca de acordo de paz https://sscom1.com.br/2026/04/11/lideres-do-ira-e-eua-se-reunem-no-paquistao-em-busca-de-acordo-de-paz/ https://sscom1.com.br/2026/04/11/lideres-do-ira-e-eua-se-reunem-no-paquistao-em-busca-de-acordo-de-paz/#respond Sat, 11 Apr 2026 16:55:04 +0000 https://sscom1.com.br/?p=6645 O Paquistão é a sede da reunião trilateral entre representantes dos Estados Unidos, Irã e do próprio Paquistão que ocorre neste sábado (11). As delegações estão na capital Islamabad sob um forte esquema de segurança para negociações de paz.

Segundo a Agência Lusa, os membros dos governos norte-americano e do iraniano, que chegaram nessa sexta (10) ao país, foram recebidos nesta manhã pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif.

A delegação iraniana é liderada por Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento do país e também por Abbas Aragchi, ministro das Relações Exteriores. A equipe do Irã tem cerca de 70 pessoas.

Os negociadores norte-americanas estão no Paquistão sob a liderança do vice-presidente J.D. Vance. Com ele, estão também Steve Witkoff, enviado especial do presidente Donald Trump e ainda Jared Kushner, genro de mandatário americano.

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O encontro ocorre, segundo informações da Reuters, no Serena Hotel, na capital paquistanesa. O local foi escolhido por ser considerado um dos prédios mais seguros do país.

Toda a cidade de Islamabad está sob um esquema de segurança sem precedentes, segundo a Reuters. Lojas e outros estabelecimentos comerciais foram todos fechados dois dias antes da chegada dos líderes dos dois países.

As negociações entre Irã e EUA ocorrem após o cessar-fogo anunciado por Trump na noite de terça-feira (7). 

O presidente norte-americano havia ameaçado exterminar os iranianos num ataque inédito, mas desistiu e concordou em suspender o bombardeio ,após conversar com negociadores paquistaneses que apresentaram a proposta para encerrar as agressões.
 

Líderes do Irã e EUA se reúnem no Paquistão em busca de acordo de paz

Agência Brasil

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Reuters/Supreme Leader/WANA/Proibida reprodução https://sscom1.com.br/2026/04/10/reuters-supreme-leader-wana-proibida-reproducao/ https://sscom1.com.br/2026/04/10/reuters-supreme-leader-wana-proibida-reproducao/#respond Fri, 10 Apr 2026 17:26:46 +0000 https://sscom1.com.br/?p=6616 Em pronunciamento à nação, o novo líder Supremo do Irã, o aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, reafirmou que a gestão do Estreito de Ormuz terá novas regras daqui para frente.

Ele ainda aconselhou os países do Golfo Pérsico a se afastarem de Israel e dos Estados Unidos (EUA), além de confirmar que o Irã levará “em consideração” todas as frentes de batalha no Oriente Médio, o que inclui Líbano e Faixa de Gaza.  

“Certamente levaremos a gestão do Estreito de Ormuz a um novo patamar. Não fomos e não somos belicistas, mas não renunciaremos a nenhum dos nossos direitos legítimos. E, nesse sentido, consideramos a união de toda a frente de Resistência”, disse Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, que foi assassinado no primeiro dia da guerra.

A “frente da Resistência”, ou Eixo da Resistência, é todo grupo ou partido que se opõem à política de Israel e EUA no Oriente Médio, como Hezbollah, no Líbano, Hamas, em Gaza, e os Huthis, no Iêmen.

Já o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde transitam 20% de todo petróleo e gás do planeta, causou elevação dos preços da energia em todo o mundo. A ação foi uma retaliação do Irã contra agressão sofrida dos EUA e Israel, que passaram a bombardear o país persa no dia 28 de fevereiro.

O pronunciamento do novo líder do Irã foi lido nas emissoras do Irã na noite dessa quinta-feira (9), em meio aos atos de homenagem ao 40º dia da morte do pai do novo líder, Ali Khamenei. Os atos levaram multidões às ruas de diferentes cidades do país.

Mensagem 

Mojtaba Khamenei enviou ainda mensagem aos “vizinhos do Sul” do Irã, entendidos como os países do Golfo Pérsico que foram alvos de mísseis iranianos e acusados por Teerã de colaborarem com EUA e Israel na agressão contra o país persa, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Bahrein e Arábia Saudita.

“Aos nossos vizinhos do Sul, eu digo: Vocês estão testemunhando um milagre. Portanto, observem com atenção e compreendam-no bem, permaneçam no lugar certo e cuidado com as falsas promessas dos malignos”, disse.

O líder Supremo do Irã acrescentou que ainda aguarda “uma resposta adequada” por parte desses países, “para que possamos demonstrar nossa fraternidade e boa vontade para com vocês”.

Para Mojtaba Khamenei, essa boa vontade não poderia ser alcançada, sem o distanciamento “dos poderes arrogantes que nunca perdem a oportunidade de humilhá-los e explorá-los”.

O líder Supremo reafirmou também que o país vai exigir uma indenização “por todos os danos causados, o pagamento do sangue dos mártires e o pagamento do sangue dos feridos nesta guerra”.

Mensagem ao povo iraniano

O aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei também se dirigiu diretamente ao povo iraniano para enfatizar a importância de as pessoas permanecerem nas ruas protestando.

“Assim como fizeram nos últimos 40 dias, essa presença [nas ruas] é um pilar crucial da dignidade sobre a qual o poderoso Irã se estabeleceu”, ressaltou, ao acrescentar que “não se deve pensar que, com o anúncio de negociações com o inimigo, a presença nas ruas seja desnecessária”.

O líder Supremo ainda afirmou que as diferenças entre os setores da sociedade foram reduzidas nos 40 dias de guerra.

“Uma parte significativa dessa união foi conquistada nestes 40 dias. Os corações do povo se aproximaram. O gelo entre os diferentes segmentos com diversas inclinações começou a derreter. Todos se reuniram sob a bandeira da pátria.”

Khamenei pediu ainda que as pessoas se apoiem mutuamente para mitigar a pressão da escassez de recursos causada pela guerra e alertou para a influência da propaganda do inimigo divulgada pelos meios de comunicação.

“Esses meios de comunicação não desejam o bem do nosso país, e isso já foi comprovado inúmeras vezes. Portanto, devemos evitá-los completamente ou abordar suas publicações com extremo ceticismo”, completou.

Entenda

Após 40 dias de guerra de agressão dos EUA e Israel contra o Irã, os países anunciaram um cessar-fogo de duas semanas para negociações.  Ao mesmo tempo, os ataques massivos de Israel contra o Líbano levaram as autoridades iranianas a ameaçarem romperem o acordo.

Khamenei reforça que Estreito de Ormuz terá novas regras para passagem

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (7) que concordou em “suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”.  https://sscom1.com.br/2026/04/08/o-presidente-dos-estados-unidos-donald-trump-disse-nesta-terca-feira-7-que-concordou-em-suspender-o-bombardeio-e-o-ataque-ao-ira-por-um-periodo-de-duas-semanas/ https://sscom1.com.br/2026/04/08/o-presidente-dos-estados-unidos-donald-trump-disse-nesta-terca-feira-7-que-concordou-em-suspender-o-bombardeio-e-o-ataque-ao-ira-por-um-periodo-de-duas-semanas/#respond Wed, 08 Apr 2026 01:09:09 +0000 https://sscom1.com.br/?p=6555 Trump disse que conversou com líderes do Paquistão, que apresentou uma proposta de cessar-fogo de duas semanas na guerra contra o Irã.

“Com base em conversas com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o marechal de campo Asim Munir, do Paquistão, e nas quais eles solicitaram que eu suspendesse a força destrutiva sendo enviada esta noite para o Irã, e sujeito à República Islâmica do Irã concordar com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, eu concordo em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”, escreveu Trump nas mídias sociais.

“Esse será um CESSAR-FOGO de mão dupla”, disse Trump.

Segundo Trump, uma proposta de 10 pontos foi apresentada para um acordo e que “acredita que é uma base viável para negociar”.

Irã

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã, Abbas Araqchi, informou nesta terça-feira (7), em nota oficial, que seu país irá cessar os ataques, desde que não sofra ataques e ameaças

A mensagem foi divulgada após Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, ter concordado em “suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”.

Araqchi disse ainda que haverá trânsito seguro pelo Estreito de Ormuz nas próximas duas semanas em coordenação com as Forças Armadas iranianas.

“Durante duas semanas, a passagem segura através do Estreito de Ormuz será possível com a coordenação das forças armadas do Irã e tendo em conta as restrições técnicas existentes”, diz a nota do ministro iraniano.

Ameaça 

Mais cedo, Trump ameaçou acabar com “uma civilização inteira” hoje caso os iranianos não reabrissem o Estreito de Ormuz.

“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”, anunciou, em mais uma ameaça de genocídio contra o Irã.

Questionado nessa segunda-feira (6) por um jornalista nos jardins da Casa Branca sobre a ameaça ser um crime de guerra, o presidente Donald Trump ignorou a pergunta.

Convenções internacionais, como a Convenção de Genebra ou a Convenção sobre Prevenção do Genocídio, proíbem o ataque contra infraestruturas civis ou ações que causem danos a civis, exigindo que os Estados usem ainda a proporcionalidade em suas ações militares.

Estima-se que a civilização persa, da qual o Irã é herdeiro, tenha entre 2,5 mil e 3 mil anos de história, com inúmeras contribuições culturais, filosóficas e científicas deixadas para toda a humanidade.

* Com informações da Reuters

* Texto atualizado com manifestação do Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (7) que concordou em “suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”. 

Trump disse que conversou com líderes do Paquistão, que apresentou uma proposta de cessar-fogo de duas semanas na guerra contra o Irã.

“Com base em conversas com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o marechal de campo Asim Munir, do Paquistão, e nas quais eles solicitaram que eu suspendesse a força destrutiva sendo enviada esta noite para o Irã, e sujeito à República Islâmica do Irã concordar com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, eu concordo em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã p

Agência Brasil*

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Irã e EUA recebem plano com cessar-fogo imediato e acordo em duas etapas https://sscom1.com.br/2026/04/06/ira-e-eua-recebem-plano-com-cessar-fogo-imediato-e-acordo-em-duas-etapas/ https://sscom1.com.br/2026/04/06/ira-e-eua-recebem-plano-com-cessar-fogo-imediato-e-acordo-em-duas-etapas/#respond Mon, 06 Apr 2026 13:29:55 +0000 https://sscom1.com.br/?p=6527 Uma trégua na guerra. Irã e Estados Unidos receberam um plano para encerrar as hostilidades que pode entrar em vigor já hoje, segunda-feira (06/04), com possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz. De acordo com a agência, a proposta foi elaborada pelo Paquistão e compartilhada com as partes durante a noite.O plano prevê uma abordagem em duas fases: um cessar-fogo imediato, seguido de um acordo abrangente.

A proposta surge em meio ao aumento das tensões na região e às preocupações com possíveis impactos no fluxo global de petróleo pelo Estreito de Ormuz.

PBAgora

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Trump dá ultimato para Irã reabrir o estreito de Ormuz: ‘O tempo está se esgotando’ https://sscom1.com.br/2026/04/05/trump-da-ultimato-para-ira-reabrir-o-estreito-de-ormuz-o-tempo-esta-se-esgotando/ https://sscom1.com.br/2026/04/05/trump-da-ultimato-para-ira-reabrir-o-estreito-de-ormuz-o-tempo-esta-se-esgotando/#respond Sun, 05 Apr 2026 00:53:42 +0000 https://sscom1.com.br/?p=6503 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu um ultimato para que o Irã reabra o estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do comércio mundial de petróleo.

Em sua rede social, a Truth, Trump afirmou que o Irã tem 48 horas para liberar a passagem de navios no estreito de Ormuz.

“Lembram quando eu dei ao Irã dez dias para FAZER UM ACORDO ou REABRIR O ESTREITO DE ORMUZ? O tempo está se esgotando — 48 horas antes que todo o inferno caia sobre eles. Glória a DEUS! Presidente DONALD J. TRUMP”, escreveu Trump.

Uma das principais vias de comércio marítimo do mundo, por onde passa normalmente um quinto de todo o petróleo mundial, o estreito de Ormuz está fechado em retaliação aos ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã.

Os preços do petróleo subiram desde o início dos ataques, há mais de um mês. Na próxima semana, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas deve votar uma resolução do Barein para proteger a navegação comercial dentro e ao redor do estreito de Ormuz.

Do R7

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ONU adia votação sobre uso da força para manter trânsito em Ormuz https://sscom1.com.br/2026/04/05/onu-adia-votacao-sobre-uso-da-forca-para-manter-transito-em-ormuz/ https://sscom1.com.br/2026/04/05/onu-adia-votacao-sobre-uso-da-forca-para-manter-transito-em-ormuz/#respond Sun, 05 Apr 2026 00:51:06 +0000 https://sscom1.com.br/?p=6500 O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) deve votar na próxima semana uma resolução do Bahrein para proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz, o que poderia incluir o uso da força. 

A reunião dos 15 membros do conselho foi inicialmente marcada para essa sexta-feira (3), mas foi adiada sem que uma nova data tenha sido anunciada.

No entanto, diplomatas envolvidos no tema avaliam que a votação seja marcada para a próxima semana. 

O Estreito de Ormuz, na costa norte do Irã, é uma das principais rotas marítimas do planeta, responsável por conectar o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. A via é estratégica para o transporte de petróleo e também produtos agropecuários.

O tráfego marítimo na área foi afetado desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã no final de fevereiro, dando início a um conflito que já dura mais de um mês. O Irã tem controlado a passagem de navios.

O conflito praticamente interrompeu os embarques de cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo pelo estreito, causando interrupções no fornecimento e alta do preço do petróleo.

O Bahrein, que atualmente preside o Conselho de Segurança, finalizou um esboço de uma resolução na quinta-feira (2) que autoriza “todos os meios defensivos necessários” para proteger a navegação comercial em Ormuz. 

O texto, entretanto, enfrentou a resistência da China, da Rússia e de outros países e foi atenuada em relação à sua forma original.

A China, que tem poder de veto como membro permanente do conselho, deixou clara sua oposição a qualquer autorização do uso da força. A China e o Irã mantêm uma forte parceria estratégica e econômica, com o país asiático comprando a maior parte do petróleo do país persa.

O Bahrein, apoiado em seus esforços para garantir uma resolução por outros países árabes do Golfo e pelos Estados Unidos, já havia retirado uma referência explícita à aplicação obrigatória da força no Estreito de Ormuz, em uma tentativa de superar as objeções de outras nações, especialmente da Rússia e da China.

O esboço de resolução finalizado autoriza as medidas “por um período de pelo menos seis meses e até que o Conselho decida de outra forma”.

Especialistas consultados pela Agência Brasil avaliam que a agressão dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã busca a “troca de regime” em Teerã, com objetivo de deter a expansão econômica da China, vista como ameaça por Washington, além de consolidar a hegemonia política e militar de Israel no Oriente Médio.

Agência Brasil

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Caminhamos para a Terceira Guerra Mundial ou receio é exagerado? https://sscom1.com.br/2026/04/04/caminhamos-para-a-terceira-guerra-mundial-ou-receio-e-exagerado/ https://sscom1.com.br/2026/04/04/caminhamos-para-a-terceira-guerra-mundial-ou-receio-e-exagerado/#respond Sat, 04 Apr 2026 14:31:12 +0000 https://sscom1.com.br/?p=6462 Mais de um mês depois do início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, existe o receio de que o atual conflito no Oriente Médio possa se transformar em algo muito maior.

A guerra atingiu, além do Irã, mais de 10 outros países da região, como os Emirados Árabes Unidos, Iraque, Bahrein, Kuwait, Arábia Saudita, Omã, Azerbaijão, Chipre, Síria, Catar e Líbano, além da Cisjordânia ocupada.

Muitos receiam que o conflito atual possa deixar de ser regional e se tornar uma guerra mundial. Mas este receio realmente tem fundamento?

Quando um conflito se torna uma guerra mundial?

“As pessoas tendem a pensar que as guerras são cuidadosamente planejadas e que aqueles que vão para a guerra sabem exatamente o que estão fazendo”, explica a professora emérita de história internacional Margaret MacMillan, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, em entrevista ao programa de rádio The Global Story, do Serviço Mundial da BBC.

“De fato, se você observar as guerras do passado… a Primeira Guerra Mundial [1914-1918]… muito do que gerou o seu início ocorreu por acidente e porque as pessoas subestimaram seus oponentes”, prossegue ela. “Pense nisso, às vezes, como uma espécie de briga no pátio da escola.”

Foi o assassinato do sobrinho do imperador austro-húngaro Francisco José (1840-1916), o arquiduque Francisco Ferdinando (1863-1914), que gerou toda a cadeia de eventos que levou à Primeira Guerra Mundial, segundo MacMillan.

Em questão de semanas, um grupo de alianças empurrou a Europa para o conflito. O Império Austro-Húngaro se levantou contra a Sérvia, a Alemanha apoiou a Áustria, a Rússia se mobilizou em apoio à Sérvia, a França apoiou a Rússia e o Reino Unido, em nome da honra e da estratégia, também entrou na guerra.

Tudo o que se seguiu se tornou uma catástrofe global, explica a professora.

O professor de história internacional Joe Maiolo, do King’s College de Londres, define “guerra mundial” como uma guerra generalizada, envolvendo todas as grandes potências.

“Na Primeira Guerra Mundial, teriam sido as potências imperiais europeias”, explicou ele à BBC. “Na Segunda Guerra Mundial, teriam sido incluídos os Estados Unidos, o Japão e a China.”

Muitas pessoas descreveriam as tensões atuais no Oriente Médio como majoritariamente regionais. Mas estariam presentes as condições para uma escalada mais ampla?

Em entrevista à BBC em fevereiro, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse acreditar que o presidente russo Vladimir Putin já havia dado início à Terceira Guerra Mundial e que a única resposta seria aplicar intensa pressão militar e comercial para forçar Moscou a se retirar.

“Acredito que Putin já a começou. A questão é quanto território ele conseguirá tomar e como detê-lo… A Rússia quer impor ao mundo um modo de vida diferente e mudar as vidas que as pessoas escolheram para si”, destacou o presidente ucraniano.

Então, qual é o risco atual de ocorrer a Terceira Guerra Mundial?

“Acho que o país com mais probabilidade de escalar o conflito é, provavelmente, o Irã ou seus aliados, como os houthis do Iêmen”, afirma MacMillan.

As possíveis ações do Irã, como atacar rotas de navegação ou fechar o Estreito de Ormuz, poderão ter consequências globais, interrompendo o abastecimento de energia e trazendo as principais potências para o conflito, segundo a professora.

O envolvimento dos Estados Unidos também aumenta os riscos. E outros países, mesmo que não estejam diretamente envolvidos, são afetados econômica ou estrategicamente, explica ela.

MacMillan aponta ainda mais um risco: de que o conflito em uma região possa criar oportunidades em outros locais.

A China, por exemplo, pode perceber que essa distração do Ocidente representa uma oportunidade para que ela se movimente em direção a Taiwan. Ou a Rússia poderá intensificar suas ações na Ucrânia, enquanto a atenção global estiver em outro ponto do planeta.

“Sempre existe a possibilidade de que um conflito se espalhe para fora de uma região, em parte porque países fora daquela área observarão oportunidades, já que a guerra envolve pessoas que poderiam impedi-los de fazer o que desejam”, explica MacMillan.

Maiolo acredita que o conflito permanecerá regional, atraindo os países do Conselho de Cooperação do Golfo, que inclui a Arábia Saudita. Mas ele não vê a China e a Rússia sendo levadas para a guerra.

Para ele, “esta ideia de que algo acontece no mundo e a China irá se lançar contra Taiwan, simplesmente… não faz nenhum sentido”.

“Mas, se estivermos falando em Guerra Mundial, sabe, a Terceira Guerra Mundial, não acho que haja alguma inclinação para que a China e a Rússia se envolvam diretamente e, muito menos, é claro, a Europa.”

Ele acredita que a China tem outros planos para sua diplomacia com o presidente americano Donald Trump.

“Quando seu rival está cometendo um enorme erro estratégico, você simplesmente deixa que ele vá e continue o que está fazendo”, explica o professor.

Seria do interesse da China não desempenhar um papel diplomático, mesmo sofrendo as consequências da flutuação dos preços do petróleo?

Para Maiolo, este é um preço pequeno a pagar.

“Na hierarquia dos interesses estratégicos como um todo, é muito mais interessante para a China ter os Estados Unidos preocupados com o Oriente Médio do que suas fontes de petróleo.”

Do G1

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