O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializa, na manhã deste domingo (2), a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. O ato ocorre durante a convenção nacional do partido, realizada no Expo Center Norte, na Zona Norte da capital paulista, a partir das 10h. Lula é o último entre os principais pré-candidatos ao Planalto a realizar seu evento de homologação partidária.
Aos 80 anos, o petista tenta conquistar seu quarto mandato presidencial. Lula governou o país de 2003 a 2010 (após as vitórias em 2002 e 2006) e retornou ao cargo na eleição de 2022. Caso vença o pleito deste ano, alcançará 16 anos à frente do Poder Executivo, ficando atrás apenas de Getúlio Vargas no tempo total de gestão.
Chapa mantida com Alckmin e ampla coligação
A disputa de 2026 reeditará a chapa vitoriosa do pleito anterior: o atual vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) teve seu nome confirmado em convenção do próprio partido na última quarta-feira (29), em evento que contou com a presença de Lula.
Além da vice-presidência, Alckmin atuou como ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços ao longo do mandato, consolidando sua interlocução com o setor produtivo e o meio empresarial.
Para esta campanha, o PT lidera uma coligação reforçada por sete legendas aliadas:
- PDT: foi a primeira sigla a formalizar aliança, ainda em 20 de julho, com foco na pauta trabalhista e no enfrentamento à extrema-direita.
- PSB: mantém a composição de vice da chapa majoritária.
- Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB): reúne a base histórica e de atuação conjunta do governo no Congresso.
- Federação PSOL/Rede: consolida o apoio das legendas de esquerda. O grupo conta com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), como pré-candidata ao Senado por São Paulo na chapa encabeçada por Fernando Haddad.

