A Câmara Municipal de Sapé, na Zona da Mata da Paraíba, deverá gastar mais de R$ 350 mil até o fim de 2025 apenas com salários de assessores, segundo dados do Sagres Cidadão, plataforma de transparência do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB).
Com 15 vereadores, a Casa Augusto dos Anjos mantém 18 cargos de assessor distribuídos entre funções parlamentares e administrativas. O quadro inclui dois assessores especiais da presidência, com salário de R$ 2 mil, além de 14 assessores parlamentares com vencimentos de R$ 1,8 mil — dois deles já desligados ao longo do primeiro semestre. Há ainda outros dois assessores parlamentares que recebem R$ 1.865 mensais.
O custo mensal estimado ultrapassa R$ 29 mil, o que projeta um impacto anual acima de R$ 350 mil aos cofres públicos, sem incluir encargos trabalhistas e previdenciários.
Embora a criação de cargos comissionados seja amparada por lei e prevista no organograma do Legislativo, o número de assessores em relação ao total de vereadores tem gerado questionamentos sobre a proporcionalidade e a eficiência do gasto público.
Especialistas em gestão pública apontam que a alta rotatividade de comissionados — como a observada neste exercício — pode revelar uso político de cargos e baixa institucionalização da estrutura legislativa.
Até o fechamento desta edição, a Câmara de Sapé não havia se manifestado sobre os dados apresentados pelo Sagres.

