Relembrando 1981

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Numa tarde japonesa de 13 de dezembro de 1981, em Tóquio, o futebol brasileiro voltava a celebrar a glória máxima: mais uma vez, um clube do país sagrava-se campeão mundial interclubes. Era o Flamengo que entrava definitivamente para a história.

Na madrugada daquele dia, acordei ansioso, com o coração na mão, na expectativa de acompanhar a partida que apontaria o campeão do mundo. Vesti minha camisa rubro-negra e permaneci em vigília até o início do jogo. O nervosismo tomava conta de todos nós que formávamos a imensa Nação Flamenguista.

O Estádio Nacional de Tóquio recebia mais de 60 mil espectadores. Do outro lado estavam os esnobes ingleses do Liverpool, que cantavam vitória antecipadamente. O Flamengo foi a campo com a seguinte formação: Raul; Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico. No comando da equipe, o técnico Paulo César Carpegiani.

Desde os primeiros minutos, o Flamengo deixou claro que não estava ali para ser coadjuvante, mas para dar um espetáculo. Aos treze minutos, o grito de gol ecoou forte: Nunes abria o placar. Os outros dois gols vieram ainda no primeiro tempo. Ao intervalo, já vencíamos por 3 a 0. A partir dali, foi um verdadeiro passeio. Até então apontado como o melhor time da história do Flamengo escrevia seu nome, em letras maiúsculas, na história do futebol mundial.

O apito final levou torcedores de norte a sul do país às ruas, em uma explosão coletiva de orgulho e alegria. Era o Brasil, mais uma vez, no topo do mundo.

A ansiedade se repete hoje, na expectativa de que, logo mais, eu esteja comemorando outra conquista do time do coração.
Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.

Rui Leitão

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