A Câmara Municipal de Mari aprovou, por unanimidade, na manhã desta quarta-feira (19), o Projeto de Lei que autoriza a negociação da dívida superior a R$ 63 milhões do MaríPrev, acumulada entre os anos de 2012 e 2024. A medida abre caminho para um dos movimentos mais importantes já realizados no município para garantir o equilíbrio e o futuro previdenciário dos servidores públicos.
O projeto, de autoria do Poder Executivo e encaminhado pela prefeita, representou um passo considerado histórico na gestão pública municipal: enfrentar com transparência uma dívida crescente, que se arrastou por mais de uma década, e iniciar um processo de regularização conforme as normas da legislação previdenciária nacional.
Segundo a proposta aprovada, o município poderá parcelar o montante devido, dando previsibilidade financeira ao instituto e segurança aos pagamentos de aposentadorias e pensões. A decisão rompe com a prática de adiar soluções e demonstra o compromisso da gestão atual em tratar o assunto com seriedade.
A votação unânime dos vereadores reforça que, mesmo com posições políticas distintas, há consenso sobre a gravidade da situação enfrentada pelo MaríPrev e a urgência em corrigir o desequilíbrio deixado ao longo dos anos.
Com a aprovação legislativa, o acordo poderá ser formalizado nos próximos dias. Após a assinatura, as parcelas serão automaticamente descontadas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o que impede atrasos e garante que o instituto volte a ter fôlego financeiro para honrar seus compromissos.
A iniciativa da prefeita é vista como um marco em Mari. Pela primeira vez, uma gestão decide assumir integralmente a responsabilidade sobre a dívida acumulada entre 2012 e 2024, adotando uma postura firme, transparente e comprometida com o futuro dos servidores. O desfecho da votação não representa apenas um trâmite administrativo: simboliza um avanço decisivo para reconstruir a confiança no sistema previdenciário municipal e assegurar a proteção de quem construiu a história da cidade através do serviço público.
Redação/ExpressoPB

