A prefeita do município de Mari, Lucinha da Saúde, publicou nesta terça-feira (18) o Decreto nº 43/2025, estabelecendo ponto facultativo na administração pública municipal no dia 21 de novembro de 2025, em decorrência do Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado oficialmente no dia 20 de novembro.
O decreto, firmado no Gabinete da Prefeita, ressalta que a medida não se aplica aos serviços essenciais, como urgência e emergência em saúde, limpeza urbana, coleta de resíduos e demais serviços indispensáveis à continuidade dos serviços públicos municipais.
Uma data que atravessa séculos: a história por trás da Consciência Negra
Celebrado em 20 de novembro, o Dia da Consciência Negra marca a morte de Zumbi dos Palmares, líder do maior quilombo da história do Brasil e símbolo da resistência contra a escravidão. A data vai além da memória: é um convite nacional para reflexão sobre as raízes africanas que moldaram a identidade cultural brasileira e, ao mesmo tempo, escancara as desigualdades raciais ainda presentes no país.
A data começou a ser reconhecida oficialmente a partir dos anos 2000 e, desde então, estados e municípios adotaram políticas afirmativas para reforçar a importância do combate ao racismo estrutural e da valorização da população negra.
Mari se soma ao calendário de mobilização nacional
Ao decretar ponto facultativo alusivo à Consciência Negra, a gestão de Lucinha da Saúde reafirma o compromisso da administração municipal com a preservação histórica, a valorização da cultura afro-brasileira e a construção de um ambiente social mais justo. A medida permite que a comunidade participe de ações, debates e atividades educativas, além de reforçar o simbolismo da data.
Mesmo com o ponto facultativo, a prefeita determinou que os serviços essenciais seguirão funcionando normalmente, garantindo a continuidade das ações indispensáveis à população.
Consciência Negra: um debate que permanece urgente
A luta que marca o 20 de novembro está longe de ser apenas capítulo de livro de história. Ela se renova diariamente em temas como:
combate ao racismo e à intolerância;
acesso igualitário ao mercado de trabalho;
valorização da cultura e da identidade negra;
políticas públicas de inclusão e reparação histórica.
Em pleno século XXI, o Brasil ainda convive com desigualdades profundas que afetam majoritariamente a população negra. Por isso, a data não é apenas simbólica — ela representa um chamado à ação.
Conclusão
Com o decreto publicado, Mari se integra ao conjunto de cidades que compreendem a importância do Dia da Consciência Negra não apenas como feriado ou ponto facultativo, mas como momento de reflexão coletiva, reconhecimento histórico e reafirmação de compromissos sociais.
No ano de 2025, a gestão de Lucinha da Saúde reforça que preservar a memória, fortalecer a identidade e combater as desigualdades é tarefa de todos — e começa com gestos institucionais como este.

Por Alexandre Kennedy

